{"id":1769,"date":"2025-01-28T19:38:08","date_gmt":"2025-01-28T19:38:08","guid":{"rendered":"http:\/\/casademacau.pt\/?p=1769"},"modified":"2025-01-31T11:30:09","modified_gmt":"2025-01-31T11:30:09","slug":"boletim-da-casa-de-macau-janeiro-fevereiro-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casademacau.pt\/?p=1769","title":{"rendered":"Boletim da Casa de Macau: Janeiro\/Fevereiro 2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"177\" class=\"wp-image-1770\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-1.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-1.jpeg 600w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-1-300x89.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p><strong>Janeiro\/Fevereiro de 2025 (Bimensal)<\/strong><\/p>\n<h1>Editorial<\/h1>\n<p>Fazendo jus \u00e0 nossa dualidade e ambival\u00eancia identit\u00e1ria, aqui v\u00e3o os nossos votos de um excelente ano de 2025 que agora se inicia, espreitando logo de seguida a \u201cjanela\u201dque se vai abrindo para a celabra\u00e7\u00e3o do Ano da Serpente do novo ciclo lunar com o nosso Kun Hei Fat Choi antecipado.<\/p>\n<p>Em 2025, continuamos na senda de tentarmos melhorar a nossa forma de comunicar com todos os \u00abamigos\u00bb de Macau (s\u00f3cios e n\u00e3o s\u00f3cios da nossa Casa), procurando direcionar a nossa Newsletter (Boletim) para um espa\u00e7o de divulga\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica do p\u00fablico em geral.<\/p>\n<p>Neste sentido, procur\u00e1mos introduzir algumas rubricas regulares que d\u00e3o a conhecer melhor os prop\u00f3sitos da Casa de Macau, partilhando assim o nosso \u201cpatrim\u00f3mio intang\u00edvel\u201d com os nossos leiitores e a sociedade em geral.<\/p>\n<p>Deste modo pass\u00e1mos a introduzir bimensalmente um retrato de Macau visto por um dos nossos s\u00f3cios, dando espa\u00e7o para que a perspectiva e a vis\u00e3o<\/p>\n<p>individual seja tamb\u00e9m um retrato da caracteriza\u00e7\u00e3o singular de Macau.<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o quisemos deixar de lado a apet\u00eancia que os nossos associados, e n\u00e3o s\u00f3, t\u00eam pela nossa gastronomia, pelo que, iremos tamb\u00e9m regularmente falar de um prato \u00e0 nossa escolha da nossa vasta oferta gastron\u00f3mica.<\/p>\n<p>A esfera da literatura \u00e9, sem duvida, um dos marcos da singularidade de Macau, ao longo de s\u00e9culos, esta terra tem-nos oferecido v\u00e1rios nomes not\u00e1veis que, ora localmente, ora universalmente, s\u00e3o refer\u00eancias da beleza liter\u00e1ria da l\u00edngua portuguesa, o que nos leva a divulgar regularmente um poema por nossa conta.<\/p>\n<p>Por fim, apost\u00e1mos na continuidade de dar a conhecer algumas das pe\u00e7as e livros que podem ser vistas ou consultadas nas nossas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E para que n\u00e3o esque\u00e7amos o passado, mantemos a divulga\u00e7\u00e3o da galeria dos s\u00f3cios fundadores como forma de expressar a nossa gratid\u00e3o pela sua contribui\u00e7\u00e3o para o bom nome da Casa de Macau.<\/p>\n<p>Retomando a nossa abertura ficam ent\u00e3o os votos de um Kun Hei Fat Choi para o pr\u00f3ximo dia 29 de Janeiro 2025. A Casa de Macau vai celebr\u00e1-lo no Restaurante Mandarim (Casino Estoril) no pr\u00f3prio dia \u00e0s 19:30h. Apare\u00e7am e juntem-se a N\u00f3s.<\/p>\n<p>Carlos Piteira Presidente da Casa de Macau<\/p>\n<p><strong>O Ano da Serpente<\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"186\" class=\"wp-image-1771\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-2.jpeg\" \/><\/strong><\/p>\n<h2>Ano Novo Chin\u00eas 2025: o Ano da Serpente<\/h2>\n<p>Por: Adriana Di Lima<\/p>\n<p>O Ano Novo Chin\u00eas 2025 \u00e9 o Ano da Serpente, com caracter\u00edsticas do elemento Madeira com sua polaridade Yin. Neste artigo, relatamos as previs\u00f5es para este Ano da Serpente.<\/p>\n<p>O Ano Novo Chin\u00eas tem sempre duas datas. A primeira data, vista pelo calend\u00e1rio lunar, ocorre no dia <strong>29 de janeiro de 2025. <\/strong>Essa data \u00e9 importante para a agricultura e marca as celebra\u00e7\u00f5es populares de Ano Novo na China,<\/p>\n<p>fundamentais para sua identidade cultural, como os tradicionais festivais e rituais que estimulam as boas inten\u00e7\u00f5es para o novo per\u00edodo.<\/p>\n<p>A segunda data do Ano Novo Chin\u00eas \u00e9 <strong>03 de fevereiro de 2025<\/strong>, seguindo a refer\u00eancia do calend\u00e1rio solar. Para a Astrologia Chinesa, neste dia, o Sol passar\u00e1 pelo 15\u00ba grau do signo de Aqu\u00e1rio, oferecendo uma precis\u00e3o maior do que o calend\u00e1rio lunar. Por isso, a Astrologia Chinesa Ba Zi e o Feng Shui<\/p>\n<p>Tradicional Chin\u00eas consideram o dia 03 de fevereiro como in\u00edcio do Ano Novo Chin\u00eas da Serpente.<\/p>\n<p>No zod\u00edaco chin\u00eas, cada ano est\u00e1 associado a um dos doze animais (os signos chineses) que comp\u00f5em um ciclo de doze anos.<\/p>\n<p>Cada signo tem suas pr\u00f3prias qualidades e tra\u00e7os de personalidade que influenciam as caracter\u00edsticas das pessoas nascidas nesse ano, al\u00e9m de indicarem as principais energias e previs\u00f5es para cada ano.<\/p>\n<p>Assim, seguindo o ciclo, o Ano Novo Chin\u00eas 2025 tem a energia da Serpente. Sin\u00f4nimo de <strong>sabedoria, estrat\u00e9gia e intui\u00e7\u00e3o<\/strong>, este signo \u00e9 conhecido por ter uma mente agu\u00e7ada e pela capacidade de tomar decis\u00f5es r\u00e1pidas e eficazes.<\/p>\n<p>A Serpente destaca-se, ainda, pela perspic\u00e1cia e pelo poder, com um ar misterioso que exerce influ\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, manifesta-se nas filosofias e nas artes, operando como formas de express\u00e3o. Todas essas caracter\u00edsticas se refletem-se nas previs\u00f5es no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<h2>Previs\u00f5es do Ano Novo Chin\u00eas<\/h2>\n<p>A Serpente traz uma energia de introspec\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o para o Ano Novo Chin\u00eas 2025, incentivando todos a explorarem seu eu interior e a buscarem novos conhecimentos. Diferentemente do expansivo Ano do Drag\u00e3o que tivemos em 2024, a eleg\u00e2ncia apresentada pela Serpente pode encantar a nossa percep\u00e7\u00e3o, fazendo-nos pensar que as coisas est\u00e3o mais tranquilas ou sob controle. Mas isso pode ser uma ilus\u00e3o, j\u00e1 que podemos a ser controlados por esse encantamento de energias externas sem perceber.<\/p>\n<p>A Serpente tamb\u00e9m traz um desejo inato de liberdade intelectual. Por isso, as pessoas ser\u00e3o impulsionadas a questionar normas e tradi\u00e7\u00f5es, desafiando o status quo em busca de novas refer\u00eancias. Al\u00e9m disso, a intui\u00e7\u00e3o, uma das caracter\u00edsticas mais marcantes deste signo, ser\u00e1 uma aliada poderosa, ajudando a guiar as decis\u00f5es e a tra\u00e7ar os caminhos que estejam mais alinhados com os valores pessoais.<\/p>\n<h2>Relacionamentos no Ano da Serpente<\/h2>\n<p>Esse ano tamb\u00e9m \u00e9 uma oportunidade para fortalecer as conex\u00f5es interpessoais. A Serpente, embora muitas vezes associada \u00e0 solid\u00e3o, tamb\u00e9m reconhece a import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es significativas. No amor, h\u00e1 grandes chances de relacionamentos serem fortalecidos com a abertura para o<\/p>\n<p>conhecimento do novo. Mas sempre a partir da capacidade de cada um de se conhecer e entender que a vida \u00e9 movimento.<\/p>\n<h2>Trabalho e dinheiro<\/h2>\n<p>Com a estrat\u00e9gia e an\u00e1lise perspicaz que a Serpente oferece, as maiores oportunidades na carreira e nos neg\u00f3cios poder\u00e3o surgir a partir dessa din\u00e2mica. Se conseguirmos alinhar a energia do ano com as nossas a\u00e7\u00f5es, os resultados tendem a ser muito mais positivos e com menos esfor\u00e7o. Al\u00e9m disso, poderemos manter a vitalidade para dar conta de toda a demanda e desafios que devem surgir.<\/p>\n<h2>Sa\u00fade no Ano Novo Chin\u00eas da Serpente<\/h2>\n<p>O novo ciclo pede foco no autocuidado e equil\u00edbrio emocional. Com a energia da Serpente, as pessoas s\u00e3o incentivados a adotar abordagens mais hol\u00edsticas para cuidar de si, equilibrando corpo e mente ao longo do ano. A introspec\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o pessoal estar\u00e3o em alta, permitindo que as pessoas identifiquem o que realmente beneficia sua sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n<h2>Mundo<\/h2>\n<p>A energia do Ano da Serpente pode apresentar-se em cada cen\u00e1rio de forma muito mais estrat\u00e9gica do que foi 2024. Isso porque h\u00e1 mais condi\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas que possibilitem atenuar conflitos entre na\u00e7\u00f5es e at\u00e9, quem sabe, evitar que se iniciem. Al\u00e9m do signo, a Astrologia Chinesa interpreta a energia de cada ano a partir de arqu\u00e9tipos de 5 Movimentos do Qi, conhecidos como 5 Elementos ou Wu Xing. No Ano Novo Chin\u00eas 2025, a energia predominante ser\u00e1 a da Madeira Yin, que ficar\u00e1 mais forte nos primeiros 6 meses do ano, criando um ambiente prop\u00edcio para o autocuidado e a explora\u00e7\u00e3o de novas possibilidades.<\/p>\n<h2>Elemento Madeira<\/h2>\n<p>A Madeira tamb\u00e9m tem uma forte liga\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade e o bem-estar. Este elemento promove a cura e a vitalidade, sugerindo que as pessoas devem prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e emocional. Ao longo do Ano da Serpente, teremos a energia de outros elementos: De agosto a outubro: Elemento <strong>Fogo <\/strong>estimula a criatividade e traz for\u00e7a para sua imagem. De outubro a dezembro: Elemento <strong>Metal <\/strong>traz clareza e estrat\u00e9gia, favorecendo a tomada de decis\u00f5es e o planejamento eficaz. De dezembro a fevereiro de 2026: Elemento <strong>Terra <\/strong>proporciona estabilidade e cuidado, ideal para refletir sobre as escolhas feitas ao longo do ano e consolidar aprendizados.<\/p>\n<h2>Polaridade Yin<\/h2>\n<p>\u00c0 Serpente e \u00e0 Madeira, somamos a polaridade Yin. Enquanto o Yang est\u00e1 relacionado \u00e0 luz, ao calor e \u00e0 a\u00e7\u00e3o, <strong>o Yin \u00e9 associado \u00e0 escurid\u00e3o, ao frio e \u00e0 reflex\u00e3o. <\/strong>No contexto do Ano da Serpente, a energia Yin sugere um per\u00edodo de introspec\u00e7\u00e3o e autoconhecimento. Por isso, em 2025, essa polaridade convida todos a olharem para dentro de si, explorando suas emo\u00e7\u00f5es e<\/p>\n<p>pensamentos mais profundos. Al\u00e9m disso, a energia Yin se relaciona com os movimentos de manuten\u00e7\u00e3o e cuidado, enfatizando a import\u00e2ncia de nutrir relacionamentos e conex\u00f5es emocionais. Durante este ano, as intera\u00e7\u00f5es com os outros ser\u00e3o fortalecidas quando baseadas na compreens\u00e3o e na empatia.<\/p>\n<p>A polaridade Yin tamb\u00e9m traz \u00e0 tona a import\u00e2ncia de cuidar do meio ambiente e da natureza. Com a influ\u00eancia da Madeira e do Yin, o Ano Novo Chin\u00eas 2025, alerta-se para que as pessoas sejam mais conscientes de seu impacto no planeta. Essa energia inspira-nos para agir de maneira sustent\u00e1vel e a valorizar a beleza do mundo natural ao nosso redor.<\/p>\n<h2>Como aproveitar a energia do Ano Novo da Serpente.<\/h2>\n<p>Para aproveitar ao m\u00e1ximo a energia do Ano da Serpente em 2025, \u00e9<\/p>\n<p>fundamental abrir-se tanto para novos conhecimentos intelectuais quanto para experi\u00eancias e pr\u00e1ticas de autocuidado. Nesse sentido, foque-se em: <strong>Pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o, Yoga, Exerc\u00edcios f\u00edsicos e Alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Adriana Di Lima (<a href=\"mailto:adrianadilima@gmail.com\">adrianadilima@gmail.com<\/a>) &#8211; Professora e Consultora de Feng Shui e Astrologia Chinesa, agrega a Medicina e a Sabedoria Oriental Chinesa. In:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/vida-e-estilo\/horoscopo\/ano-novo-chines-2025-o-ano-da-serpente%2Ccd40f25dc7a0a266f4733333384032eapgl6ui6t.html?utm_source=clipboard\">https:\/\/www.terra.com.br\/vida-e-estilo\/horoscopo\/ano-novo-chines-2025-o-ano-da-<\/a> <a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/vida-e-estilo\/horoscopo\/ano-novo-chines-2025-o-ano-da-serpente%2Ccd40f25dc7a0a266f4733333384032eapgl6ui6t.html?utm_source=clipboard\">serpente,cd40f25dc7a0a266f4733333384032eapgl6ui6t.html<\/a><\/p>\n<h1>Entrevista do Presidente da Casa de Macau na TDM<\/h1>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hz8NZQj2wTY&amp;t=46s\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"wp-image-1772\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-3.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-3.jpeg 1280w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-3-300x169.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-3-768x432.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-3-1024x576.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Carlos Piteira: conceito de macaense &#8220;poder\u00e1 evoluir&#8221;:<\/p>\n<p><em>\u201c&#8230;O Presidente da Casa de Macau em Lisboa defende que o conceito de macaense poder\u00e1 evoluir nos pr\u00f3ximos anos. Carlos Piteira considera que os chineses de Macau podem tamb\u00e9m vir a assumir-se como macaenses numa l\u00f3gica de diferencia\u00e7\u00e3o na Grande Ba\u00eda&#8230;\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Veja a entrevista completa <a href=\"https:\/\/youtu.be\/hz8NZQj2wTY?si=2mHbUE-EyvCInteE\">aqui<\/a> ou clique na imagem. Pode tamb\u00e9m assistir a uma breve reportagem da TDM sobre as palavras do presidente <a href=\"https:\/\/youtu.be\/aD06hQuEml0?si=XKD0rrt7AQeYFiTN\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Deixamos aqui tamb\u00e9m uma outra reportagem da TDM sobre o encontro, onde constam declara\u00e7\u00f5es de alguns dos nossos s\u00f3cios e do presidente. Clique na imagem abaixo para assistir.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2rdcuRqXVOk&amp;t=939s&amp;pp=ygUXbWFjYXUgZW5jb250cm8gdGRtIDIwMjQ%3D\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"wp-image-1773\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-4.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-4.jpeg 1280w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-4-300x169.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-4-768x432.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-4-1024x576.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/p>\n<h1>Pr\u00e9mio Identidade 2024 &#8211; Instituto Internacional de Macau<\/h1>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"360\" class=\"wp-image-1774\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-5.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-5.jpeg 480w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-5-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p>No decorrer do Encontro dos macaenses na RAEM, nomeadamente na sess\u00e3o cultural dinamizada pelo IIM, foi entregue o Pr\u00e9mio de identidade \u00e0 nossa ilustre amiga de Macau e nossa s\u00f3cia Dr\u00aa Celina Veiga de Oliveira. Junto divulgamos o excelente texto da sua autoria a pr\u00f3posito desta nomea\u00e7\u00e3o mais que merecida.<\/p>\n<h2>IDENTIDADE E MACAU: Pr\u00e9mio Identidade 2024 &#8211; Instituto Internacional de Macau. Texto proferido no acto da entrega do galard\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00c9 para mim uma coincid\u00eancia de grande simbolismo receber o Pr\u00e9mio Identidade do Instituto Internacional de Macau, em Macau, no preciso momento em que aqui decorre o \u201cEncontro das Comunidades Macaenses 2024\u201d.<\/p>\n<p>Este Encontro, \u00e9 justo reconhecer, cimenta o conceito de perten\u00e7a \u00e0 terra onde muita gente nasceu e viveu um tempo da sua vida, tempo que deixou marcas profundas. De uma maneira geral, marcas felizes, porque ocorreram durante os anos da inf\u00e2ncia e da juventude, antes da partida para tantos lugares em busca de outros destinos.<\/p>\n<p>Todos os indiv\u00edduos, todas as comunidades e todos os lugares t\u00eam identidade pr\u00f3pria.Macau adquiriu ao longo dos s\u00e9culos uma forte consci\u00eancia identit\u00e1ria, constru\u00edda porgera\u00e7\u00f5es de fam\u00edlias que desde o s\u00e9culo XVI aqui viveram e se multiplicaram. A identidade de Macau n\u00e3o \u00e9 un\u00edvoca, \u00e9 um processo din\u00e2mico e relacional.<\/p>\n<p>A am\u00e1lgama de gentes, de credos, de costumes e de olhares que sempre aqui coexistiu deu a esta terra uma singularidade invulgar: um comportamento, n\u00e3o<\/p>\n<p>totalmente portugu\u00eas, n\u00e3o totalmente chin\u00eas, mas de Macau. O Encontro das Comunidades Macaenses \u00e9 desta circunst\u00e2ncia um vivo testemunho.<\/p>\n<p>Gostaria de recordar um pequeno epis\u00f3dio pessoal que talvez ajude a explicar por que motivo Macau est\u00e1 sempre t\u00e3o presente nos cora\u00e7\u00f5es at\u00e9 de quem para aqui veio viver j\u00e1 em idade adulta. Muitos se devem recordar da frase \u201cQuem bebe \u00e1gua do Lilau, ou fica, ou volta a Macau\u201d.<\/p>\n<p>Nos finais da d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo passado, o jornal <em>Tribuna de Macau, <\/em>\u00e0 \u00e9poca seman\u00e1rio, instituiu uma esp\u00e9cie de entrevista em que certas pessoas eram convidadas a responderem a um modelo fixo de quest\u00f5es. Calhou-me tamb\u00e9m participar nesse question\u00e1rio e lembro-me bem da resposta que dei \u00e0 primeira pergunta sobre a influ\u00eancia da \u00e1gua do Lilau em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Dizia eu: <em>Quando cheguei a Macau \u2013 h\u00e1 quantos anos! \u2013 j\u00e1 a fonte n\u00e3o tinha \u00e1gua. Mas sinto-lhe os efeitos: umas ra\u00edzes bem fundas que n\u00e3o me deixam ser s\u00f3 de Portugal. <\/em>A divis\u00e3o dos afectos \u00e9 um dilema que acompanha quem aqui viveu, fazendo deste ch\u00e3o o seu pr\u00f3prio lar. Sou tamb\u00e9m de c\u00e1, mas n\u00e3o vivo c\u00e1, e, tal como todos os que vivemespalhados por diversas partes do mundo, identifico-me com este lugar.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es da identidade macaense, tema sempre em aberto, s\u00e3o, por isso, estudadas einterpretadas por personalidades que aqui nasceram ou aqui viveram e por acad\u00e9micos de diferentes percursos intelectuais.<\/p>\n<p>Neste Encontro das Comunidades Macaenses, muitos, com as suas viv\u00eancias,percep\u00e7\u00f5es e traject\u00f3rias sociais, falariam melhor sobre a identidade macaense. Seriapor isso estimulante conhecer reflex\u00f5es que refor\u00e7assem este conceito, um valor em permanente constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao Instituto Internacional de Macau, na pessoa do seu Presidente Dr. Jorge Rangel, agrade\u00e7o a atribui\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Identidade. Aos participantes deste Encontro, que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es se revejam na identidade macaense e a fortale\u00e7am. E a todos os que sentem a Cidade do Nome de Deus como parte de si, que a \u00e1gua do Lilau continue a correr em todos v\u00f3s, em todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Muito obrigada.<\/p>\n<p><em>Celina Veiga de Oliveira<\/em><\/p>\n<h1>Os nossos eventos recentes<\/h1>\n<p>Recebemos a visita dos D\u00f3ci Papia\u00e7am di Macau e o lan\u00e7amento do livro de J.J. Monteiro. Realiz\u00e1mos o nosso habitual Ch\u00e1 Gordo de Natal em Dezembro e, j\u00e1 em 2025, a nossa terceira edi\u00e7\u00e3o dos almo\u00e7os conv\u00edvio dedicados ao Minchi. Podem consultar os registos v\u00eddeo de todos esses eventos clicando nas imagens abaixo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=B4sGHxfX8b4&amp;t=42s\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"wp-image-1775\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-6.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-6.jpeg 1280w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-6-300x169.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-6-768x432.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-6-1024x576.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Visita e Espect\u00e1culo do Coro D\u00f3ci Papia\u00e7\u00e1m di Macau, Casa de Macau de Portugal, Outubro 2024<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tkSd_xYkmGY&amp;t=2048s\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"wp-image-1776\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-7.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-7.jpeg 1280w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-7-300x169.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-7-768x432.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-7-1024x576.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Homenagem ao poeta popular J.J. Monteiro, Outubro 2024<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nnK_EnHHWP0\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"wp-image-1777\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-8.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-8.jpeg 1280w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-8-300x169.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-8-768x432.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-8-1024x576.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ch\u00e1 Gordo de Natal, Dezembro 2024<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BetKC5WErUQ\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"wp-image-1778\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-9.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-9.jpeg 1280w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-9-300x169.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-9-768x432.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-9-1024x576.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 Minchi! Janeiro 2025<\/p>\n<h1>Macau visto por&#8230;<\/h1>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1129\" height=\"773\" class=\"wp-image-1779\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-10.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-10.jpeg 1129w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-10-300x205.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-10-768x526.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-10-1024x701.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1129px) 100vw, 1129px\" \/><\/p>\n<p>Maria Jo\u00e3o dos Santos Ferreira<\/p>\n<p>Sou uma afortunada! A Casa da minha inf\u00e2ncia ainda existe, embora seja, desde 1989, o Conservat\u00f3rio de Macau. Mas permite-me revisitar e recordar a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia a\u00ed vividas. Foram tempos maravilhosos que n\u00e3o me canso de recordar, sempre que vou a Macau.<\/p>\n<p>Ia a p\u00e9 para a escola, desde a \u201cescola infantil\u201d, hoje conhecida por \u201cJardim de Inf\u00e2ncia Dom Jos\u00e9 da Costa Nunes\u201d, at\u00e9 a \u201cEscola Prim\u00e1ria Oficial Pedro Nolasco da Silva\u201d que, desde 1994, se passou a designar Escola Secund\u00e1ria Luso-Chinesa de Lu\u00eds Gonzaga Gomes.<\/p>\n<p>Tive colegas que me acompanharam at\u00e9 ao fim do Liceu, e outros que seguiram para a Escola Comercial. Ainda hoje, quando vou a Macau, me re\u00fano com colegas desses tempos. Faz bem \u00e0 alma!<\/p>\n<p>O tempo era todo muito preenchido: desde as brincadeiras com amigas da escola, \u00e0s brincadeiras com primas, andando de uma casa para outra; hoje, em nossa casa, amanh\u00e3 na casa de outras. At\u00e9 havia o h\u00e1bito de, por telefone (n\u00e3o havia telem\u00f3vel), se combinar as roupas a usar, para emparelharmos.<\/p>\n<p>J\u00e1 com 13-15 anos, aos s\u00e1bados, junt\u00e1vamos (eu e a minha irm\u00e3 F\u00e1tima) com duas irm\u00e3s amigas e faz\u00edamos um bolo. Abria-se ao acaso o livro de receitas da nossa m\u00e3e, e executava-se a receita que surgisse. Depois, com o bolo devidamente acondicionado, \u00edamos \u201calugar bicicletas\u201d, rumo ao Porto Exterior lanchar o nosso bolo, perto de um local onde pud\u00e9ssemos comprar bebidas, na \u00e9poca diz\u00edamos \u201cgasosas\u201d.<\/p>\n<p>Em finais de 1990, fiz uma comiss\u00e3o de servi\u00e7o em Macau, e tive a enorme satisfa\u00e7\u00e3o de poder proporcionar aulas de ballet \u00e0 minha filha mais nova, na casa onde tinham vivido a sua m\u00e3e, os tios e os av\u00f3s. Ainda assisti a um sarau realizado pelos alunos do Conservat\u00f3rio, na minha antiga sala de jantar!<\/p>\n<p>Um dia, a sua professora de ballet decidiu fazer uma esp\u00e9cie de enquadramento do Conservat\u00f3rio a crian\u00e7as de 6-7 anos. Come\u00e7ou por dizer que aquela tinha sido a casa de uma fam\u00edlia importante de Macau, ao que a minha filha disse que tinha sido a casa dos seus av\u00f3s maternos. Com a m\u00e1xima ligeireza, a professora disse-lhe que n\u00e3o dissesse disparates. Perante a insist\u00eancia da crian\u00e7a, a professora perguntou como se chamavam os av\u00f3s. E eu? Fiquei feliz!<\/p>\n<p>Consegui passar \u00e0 minha filha um pouco da hist\u00f3ria de fam\u00edlia, aliada a uma esp\u00e9cie de heran\u00e7a cultural. <span class=\"s6\">Apesar de n\u00e3o ter tido uma viv\u00eancia muito \u201cmaca\u00edsta\u201d, desde cedo percebeu que, em nossa casa, se respirava Macau! Desde os m\u00f3veis e bibelots \u00e0 comida, a nossa casa era diferente. <\/span><\/p>\n<p class=\"s7\"><span class=\"s6\">F<\/span><span class=\"s6\">oi importante o conv\u00edvio com o tio Ad\u00e9, que <\/span><span class=\"s6\">ficou para a hist\u00f3ria <\/span><span class=\"s6\">como <\/span><span class=\"s6\">sendo <\/span><span class=\"s6\">o \u00fanico poeta e escritor que escrevia exclusivamente em patu\u00e1. O tio Ad\u00e9 que mimava os mi\u00fados da fam\u00edlia<\/span><span class=\"s6\"> com brinquedos <\/span><span class=\"s6\">e presenteava os gra\u00fados com escritos seus, de<\/span><span class=\"s6\">sde<\/span><span class=\"s6\"> um livro a um simples cart\u00e3o de Boas-Festas de Natal.<\/span><\/p>\n<p class=\"s7\"><span class=\"s6\">Assim, em fam\u00edlia, a minha filha come\u00e7ou a conviver com o patu\u00e1 e a gastronomia macaense. Posso dizer que o conv\u00edvio com sua heran\u00e7a macaense come\u00e7ou cedo, aos 5 anos, pese embora hoje n\u00e3o lhe dedique muito do seu tempo.<\/span><\/p>\n<p class=\"s7\"><span class=\"s6\">Por\u00e9m, h\u00e1 um factor identit\u00e1rio irresist\u00edvel! O minchi! Na sua casa, o minchi \u00e9 uma presen\u00e7a ass\u00eddua importante<\/span><span class=\"s6\">. <\/span><\/p>\n<p class=\"s7\"><span class=\"s6\">E, num abrir e fechar de olhos, o minchi j\u00e1 faz parte da 5\u00aa gera\u00e7\u00e3o dos Santos Ferreira, <\/span><span class=\"s6\">d<\/span><span class=\"s6\">os descendentes do Francisco e da <\/span><span class=\"s6\">Florentina.<\/span><\/p>\n<h1>Notas Soltas Sobre a Nossa Gastronomia<\/h1>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"736\" class=\"wp-image-1780\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-11.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-11.jpeg 1024w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-11-300x216.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-11-768x552.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Minchi &#8211; A influ\u00eancia do interc\u00e2mbio luso japon\u00eas 1 Texto de Manuel Fernandes Rodrigues.<\/strong><\/p>\n<p>Minchi, prato tipicamente Macaense cuja origem remonta ao s\u00e9culo XVI da expans\u00e3o portuguesa no Oriente. \u00c9 uma receita com m\u00faltiplas varia\u00e7\u00f5es assente numa base de carne picada<a href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a>, cebola e batata em cubos frita, temperado com molho de soja, com ou sem ovo a cavalo.<\/p>\n<p>Pensa-se que a receita poder\u00e1 ter origem numa qualquer receita de minced meat de origem inglesa e at\u00e9 ao bife com batatas fritas com ovo a cavalo portugu\u00eas que na sua passagem pela \u00cdndia poderia se ter deturpado e transformado em minchi.<\/p>\n<p>O \u00e9timo minchi ou minche n\u00e3o ocorre nem nos textos em crioulo, nem parece ter sido usado no indo portugu\u00eas (Batalha,1988).<\/p>\n<p>No que concerne a sua origem e referente ao \u00e9timo, h\u00e1 autores que indicam que o \u00e9timo poder\u00e1 ter originado no ingl\u00eas minced meat, carne picada. \u00c9 de notar que o termo minced meat como prato culin\u00e1rio s\u00f3 entrou no vocabul\u00e1rio ingl\u00eas nos finais do s\u00e9culo XIX<a href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\"><sup>3<\/sup><\/a>, e no mundo anglo sax\u00f3nico o termo utilizado para a carne picada continua a ser ground meat.<\/p>\n<p>Uma segunda hip\u00f3tese da origem da receita do minchi baseava-se no bife com ovo a cavalo e batatas fritas (hip\u00f3tese da analogia dos ingredientes) que parece pouco prov\u00e1vel pois o uso do bife como tal n\u00e3o fazia parte da cozinha popular portuguesa at\u00e9 ao s\u00e9culo XX devido ao custo econ\u00f3mico elevado para a popula\u00e7\u00e3o em geral e \u00e0 t\u00e9cnica da sua confec\u00e7\u00e3o. Ademais, a pe\u00e7a da carne para o bife prov\u00e9m da parte nobre da carca\u00e7a do animal (carne mais tenra), enquanto que a carne do minchi prov\u00e9m das partes menos nobres (mais duras) e de pre\u00e7o mais econ\u00f3mico, raz\u00e3o de picar a carne para a tornar mais tenra.<\/p>\n<p>O \u00e9timo do Minchi n\u00e3o \u00e9 mencionado no patu\u00e1, n\u00e3o vem de nenhuma fonte indo malaco portugu\u00eas, nem do portugu\u00eas e nem prov\u00e9m de uma deriva\u00e7\u00e3o do ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Tendo em considera\u00e7\u00e3o que a culin\u00e1ria macaense assenta em duas correntes hist\u00f3ricas que s\u00e3o a indo \/malaco\/portugu\u00eas e a sino\/japon\u00eas\/portugu\u00eas (Coates,1978), que influenciaram o conte\u00fado e a t\u00e9cnica de cozinhar, da\u00ed a terceira hip\u00f3tese que o Minchi \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de uma receita tradicional japonesa trazida pelos crist\u00e3os japoneses aquando da sua expuls\u00e3o do Jap\u00e3o no s\u00e9culo XVII\/XVIII.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVI Macau era a via de acesso dos ocidentais ao Jap\u00e3o (Costa,1999), pa\u00eds governado por dezenas de senhores feudais daimy\u00f4 empenhados numa guerra civil (sengoku jidai). A chegada dos jesu\u00edtas vindos de Macau coincide com o fim deste per\u00edodo e o pr\u00ednc\u00edpio da reunifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica iniciada pelo Xogun Oda Nobunaga.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo de guerra e persegui\u00e7\u00f5es dos crist\u00e3os japoneses , a popula\u00e7\u00e3o crist\u00e3 era superior a 300 000 pessoas (Coates,1993), desenvolveram-se pr\u00e1ticas de conv\u00edvio e de identifica\u00e7\u00e3o que se extenderam a todos os dom\u00ednios da vida quotidiana no Jap\u00e3o e adquiriram-se novos h\u00e1bitos alimentares (Costa,1999).<\/p>\n<p>Foram introduzidos novos m\u00e9todos de cozinhar e desenvolveu-se uma nova cozinha com novos ingredientes (Kobayashi:1985) trazidos pelos portugueses e outros europeus conhecida como Namban-ryori (Boxer,1993) ( a cozinha dos b\u00e1rbaros do sul) que entrou para a cozinha japonesa e se transformou na cozinha tradicional japonesa. O guisado\/esturgido de carne com batata e cebola (niku jaga), o bolo castela, a tempura, o escabeche de carapau (namban- zuke) os biscoitos e o p\u00e3o (pan) s\u00e3o exemplos dessa cozinha entre muitos outros pratos.<\/p>\n<p>Pelo \u00c9dito de 1614 o Sh\u00f4gun Tokugawa Ieyasu expulsou os jesu\u00edtas do Jap\u00e3o e todos os crist\u00e3os que n\u00e3o apostatassem a doutrina crist\u00e3 (Coutinho,1999). Em 1627 cinco nobres crist\u00e3os japoneses foram entregues aos portugueses com a obriga\u00e7\u00e3o destes os levarem a Macau. Novamente em 1636 a popula\u00e7\u00e3o japonesa em Macau<a href=\"#sdfootnote4sym\" name=\"sdfootnote4anc\"><sup>4<\/sup><\/a> aumenta com a chegada de 287 mulheres e crian\u00e7as (Teixeira,1993) desterradas do Jap\u00e3o, um aumento substancial tendo em conta que a popula\u00e7\u00e3o portuguesa \u201ccasado morador\u201d era na \u00e9poca cerca de 1700 pessoas.<\/p>\n<p>\u201c Os casados que tem esta cidade s\u00e3o oitocentos cinquenta Portugueses e outros tantos casados entre naturais da terra, chinas crist\u00e3os e outras na\u00e7\u00f5es\u201d descrito pelo cronista Ant\u00f3nio Bocarro\u201d (Subrahmanyanm,1993,222).<\/p>\n<p>O namban-ryori chega a Macau trazido pelos crist\u00e3o japoneses que se refugiaram em Macau<a href=\"#sdfootnote5sym\" name=\"sdfootnote5anc\"><sup>5<\/sup><\/a> onde construiram a Igreja de Madre de Deus (Teixeira,1993) conhecida como Igreja de S. Paulo. Era uma receita de guisado ou esturgido de carne cortada em tiras ou em cubos pequenos com cebola e batata , o Niku Jaga que \u00e9 hoje considerado no Jap\u00e3o como uma receita tradicional japonesa (Arimoto,2010). \u00c9 de notar que a batata s\u00f3 entra na culin\u00e1ria dos japoneses com a chegada dos europeus, nomeadamente os jesuitas portugueses em 1549.<\/p>\n<p>O Niku Jaga dos desterrados japoneses passou a ser cozinhado tamb\u00e9m pela popula\u00e7\u00e3o macaense mais carenciada tendo em conta a simplicidade da receita, o baixo custo que permitia \u201cfazer render\u201do prato caso aparecessem mais pessoas para a refei\u00e7\u00e3o e a facilidade de utiliza\u00e7\u00e3o dos produtos e temperos mais variados sem perda da sua singularidade.<\/p>\n<p>Nas povoa\u00e7\u00f5es ou bairros mais modestos situados no Baixo Monte, Bombeiro, Barra, Mainato, Patane que circundavam a cidade crist\u00e3 (Braz\u00e3o,1957) e do Campo (Ljungstedt,1992) conhecidos como Bairro da Horta da Mitra-Ch\u00f3k-Chei-In, S\u00e3o L\u00e1zaro<a href=\"#sdfootnote6sym\" name=\"sdfootnote6anc\"><sup>6<\/sup><\/a>, Mong-H\u00e1, Areia Preta-H\u00e1-S\u00e1- Wan, Fat-Chi- Kei etc\u2026) onde a l\u00edngua usada era uma mistura do patu\u00e1 e chin\u00eas, o Niku Jaga torna-se conhecido como \u201cM\u00e2n-Chi-I\u00f4k\u201d (estufado de carne de porco em chin\u00eas) que se deturpou em \u201cm\u00e2n-chi\u201d e depois em \u201cminchi\u201d.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o de Hong Kong em 1842 contribuiu para o decl\u00ednio econ\u00f3mico de Macau (Jesus,1926) for\u00e7ando sucessivas vagas de imigra\u00e7\u00e3o dos macaenses para Hong Kong e depois para Shanghai. O minchi \u00e9 levado na di\u00e1spora e teve um papel fundamental na dif\u00edcil adapta\u00e7\u00e3o dos macaenses imigrados e na forma\u00e7\u00e3o dessas novas comunidades. Em simult\u00e2neo, o decl\u00ednio econ\u00f3mico e a imigra\u00e7\u00e3o afectou o ambiente das casas macaenses mais abastadas onde as criadas chinesas, as \u201cahm\u00e1\u201d, cuja a l\u00edngua de comunica\u00e7\u00e3o era o chin\u00eas e n\u00e3o o patu\u00e1 , dominavam na cozinha. O \u201cM\u00e2n Chi \u201dou Minchi foi absorvido e adaptado pela restante popula\u00e7\u00e3o macaense mais abastada dos bairros de Santo Ant\u00f3nio, S\u00e3o Louren\u00e7o etc .<\/p>\n<p>O Minchi retrata o enorme interc\u00e2mbio luso japon\u00eas iniciada com a Nao do Trato:<\/p>\n<p>\u201cThe Portuguese carracks were the largest vessels in the world at that time that carried out the annual voyage between Macau and Nagasaki\u201d (Boxer,1988,13)<\/p>\n<p>E passa pela persecuss\u00e3o e desterro dos crist\u00e3os levada a cabo pelo Xogun Tokugawa Ieyasu ap\u00f3s a vit\u00f3ria na batalha de Sekigahara em 1600, continua com as sucessivas vagas de imigra\u00e7\u00e3o dos macaenses para Hong Kong e Shanghai no s\u00e9culo XIX e termina nos anos 70 do s\u00e9culo XX com a imigra\u00e7\u00e3o para a Austr\u00e1lia, Brasil, Canad\u00e1 e Estados Unidos. O Minchi reflete a eleva\u00e7\u00e3o dos desterrados e dos esquecidos na forma\u00e7\u00e3o singular da etnia macaense. Da\u00ed a presen\u00e7a incontorn\u00e1vel do minchi e do arroz branco na ementa de festa<a href=\"#sdfootnote7sym\" name=\"sdfootnote7anc\"><sup>7<\/sup><\/a> relembrando o percurso dos antepassados dos macaenses.<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a><strong> Excertos extra\u00eddos da obra de: Rodrigues, Manuel Fernandes, \u00abHist\u00f3ria da gastronomia macaense\u00bb, Lisboa, Edi\u00e7\u00f5es MGI, 2018, p\u00e1gs 158 a 163\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a> Carne de porco nas receitas mais antigas devido \u00e0 facilidade de obten\u00e7\u00e3o e pre\u00e7o. Posteriormente utilizou-se porco misturado com vaca ou s\u00f3 vaca.<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a> The Oxford Dictionary of English states that minced meat as a dish was used from the end of XIX century.<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote4anc\" name=\"sdfootnote4sym\">4<\/a> Em 1564 j\u00e1 haviam japoneses a residir em Macau. Despacho de 1564 do Vice-Rei Tch\u00e8ong Meng-K\u00f3ng \u201cordenando a expuls\u00e3o dos japoneses para o mar\u201d Tcheong-U-L\u00e2m e Ian-Kuong-I\u00e2m \u201cOu-Mun Kei-Leok\u201d (Monografia de Macau) traduzido do original chin\u00eas por Lu\u00eds G. Gomes 1950 p. 108 e seguido pela \u201cChapa n\u00ba10-Decreto de Vanlie Imperador 1\u00ba dela China dirigido a Mac\u00e1o o anno de 1579, para que os moradores desta Cidade n\u00e3o criem Japoens\u201d. Manuel M\u00farias (1988) \u201cInstru\u00e7\u00e3o para o Bispo de Pequim E OUTROS DOCUMENTOS PARA A HIST\u00d3RIA DE MACAU\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote5anc\" name=\"sdfootnote5sym\">5<\/a> \u201cPor decreto imperial de 1637 os s\u00fabditos japoneses que emigrassem ou voltassem do estrangeiro incorriam na pena de morte. Os portugueses e as suas fam\u00edlias banidas para Macau e os que regressassem ou mandassem qualquer carta do estrangeiro, sofreriam a morte juntamente com as suas fam\u00edlias e intercessores\u201d. C.A. Montalto de Jesus (1926) \u201cMacau Hist\u00f3rico\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote6anc\" name=\"sdfootnote6sym\">6<\/a> A Igreja de Nossa Senhora da Esperan\u00e7a, mais conhecida por S. L\u00e1zaro constru\u00edda em 1558-1560 ficava localizada na \u201cf\u00e9rtil planice de Tap-Sec, ambundante em \u00e1guas nascentes, estava bem indicada para centro da popula\u00e7ao rural; mas pouco depois era a igreja da restante popula\u00e7\u00e3o chinesa, pois j\u00e1 em 1818, rodeavan na 98 casas de crist\u00e3os. Eram por\u00e9m habita\u00e7\u00f5es pobres, como eram os seus inquilinos\u201d. Artigo do Pe Manuel Teixeira (1956) publicado na Revista \u201cReligi\u00e3o e P\u00e1tria\u201d e republicado no \u201cMacau\u201d Boletim Informativo da Reparti\u00e7\u00e3o Provincial dos Servi\u00e7os de Economia e Estat\u00edstica Geral-Sec\u00e7\u00e3o de Propaganda e Turismo. Ano IV, n\u00ba 80 de 30.11.1956 p. 4-5<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote7anc\" name=\"sdfootnote7sym\">7<\/a> Esta tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o confucionista de incorporar na ementa dos banquetes um prato humilde, o peixe salgado, para lembrar aos convidados para n\u00e3o se esquecerem das incertezas da vida.<\/p>\n<h1>Um prato \u00e0 nossa escolha<\/h1>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"818\" height=\"293\" class=\"wp-image-1781\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-12.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-12.jpeg 818w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-12-300x107.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-12-768x275.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px\" \/><\/strong><\/p>\n<h2>A minha receita de minchi (Por Maria Jo\u00e3o dos Santos Ferreira).<\/h2>\n<p>Comece por descascar 500 gramas de batatas e cort\u00e1-las em cubos pequenos. Em seguida, marine 500 gramas de carne de porco picada e 500 gramas de carne de vaca picada com cebola e dentes de alho picados, um fio de \u00f3leo e um fio de molho de soja claro e escuro. Frite as batatas em \u00f3leo e reserve.<\/p>\n<p>Depois, em um tacho ou wok, salteie a carne marinada em azeite (ou \u00f3leo), deixando cozinhar por 10 minutos em lume forte, mexendo sempre. Para real\u00e7ar o sabor, pode incluir uma colher de ch\u00e1 de molho t\u00eak-iao ou substitu\u00ed-lo por a\u00e7\u00facar ou mel, se preferir. Rectifique os temperos e adicione os cubos de batatas fritos, misturando tudo. Sirva acompanhado de arroz branco.<\/p>\n<h1>Um poema por nossa conta<\/h1>\n<p><strong><em>KUNG HEI FAT CHOI OU MUN (Ano Novo Lunar)<\/em><\/strong><\/p>\n<h2>Poema: Fernando Sales Lopes (poeta de Macau)<\/h2>\n<p><strong><em>Kung hei, Kung Hei, Kung hei fat Choi<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 o sorriso que nos une, quando esqueces o futuro e com um ar gaiato, desejas felicidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>que queres para ti<\/strong><\/p>\n<p><strong>A riqueza que tens em ti<\/strong><\/p>\n<p><strong>A riqueza que tens em ti<\/strong><\/p>\n<p><strong>E a longevidade que sabes Ambos queremos para ti<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Kung hei, Kung Hei, Kung hei fat Choi<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Lopes, Fernando Sales, Macau, Edi\u00e7\u00e3o Livros do Oriente, Extratextos, 1997, p\u00e1g. 47<\/em><\/p>\n<h1>A nossa biblioteca: Um livro por m\u00eas na nossa sala de entrada<\/h1>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2220\" height=\"2776\" class=\"wp-image-1782\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-13.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-13.jpeg 2220w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-13-240x300.jpeg 240w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-13-768x960.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-13-819x1024.jpeg 819w\" sizes=\"auto, (max-width: 2220px) 100vw, 2220px\" \/><\/p>\n<p>Por forma a divulgar e proporcionar aos nossos s\u00f3cios o acesso e a consulta a algumas das obras da nossa mitigada (mas substantiva) biblioteca divulgaremos por cada m\u00eas uma (ou duas) das obras dispon\u00edveis, ora para conhecimento, ora para consulta na nossa sala de entrada ou mesmo para compra caso haja viabilidade.<\/p>\n<p>Para o m\u00eas de Janeiro estar\u00e1 disponivel o livro de JJMonteiro \u00abVulgaridades Chinesas\u00bb, tamb\u00e9m disponivel para compra no secretariado da Casa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"548\" height=\"612\" class=\"wp-image-1783\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-14.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-14.jpeg 548w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-14-269x300.jpeg 269w\" sizes=\"auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/p>\n<p>Em Fevereiro, disponibilizamos tamb\u00e9m o livro \u00abMergulho de Alma\u00bb da nossa poetisa Carolina de Jesus com poemas da nossa Macau, esta obra n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para venda (salvo se a autora o quiser promover) mas ficar\u00e1<\/p>\n<p>dispon\u00edvel para leitura se tiver alguns minutos para passar pela nossa sala de estar.<\/p>\n<h1>Patrim\u00f3nio da Casa<\/h1>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"4032\" height=\"3024\" class=\"wp-image-1784\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-15.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-15.jpeg 4032w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-15-300x225.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-15-768x576.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-15-1024x768.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 4032px) 100vw, 4032px\" \/><\/p>\n<h2>Painel \u00abGenerosidade e Altru\u00edsmo\u00bb<\/h2>\n<p>Oferta da Associa\u00e7\u00e3o Macau You Man de Gangzhou \u00e0 Casa de Macau Tape\u00e7aria ilustrativa da tradi\u00e7\u00e3o chinesa de reconhecimento do<\/p>\n<p>trabalho associativo em prol da comunidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"737\" class=\"wp-image-1785\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-16.jpeg\" srcset=\"https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-16.jpeg 2048w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-16-300x108.jpeg 300w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-16-768x276.jpeg 768w, https:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-16-1024x369.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/p>\n<h1>Ser S\u00f3cio da Casa de Macau<\/h1>\n<p>Se ainda n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3cios da Casa de Macau, considerem a possibilidade de o ser. A quotiza\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas de \u20ac6 por m\u00eas caso optem pelo plano anual, tendo ainda desconto para +65 e estudantes. Podem encontrar toda a informa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/casademacau.pt\/?page_id=1100\">aqui<\/a>, assim como o formul\u00e1rio necess\u00e1rio ao pedido. Mais informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do nosso <a href=\"mailto:casademacau@mail.telepac.pt\">mail<\/a> e do telefone 218 495 342. Todos s\u00e3o bem-vindos \u00e0 Casa de Macau!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"191\" height=\"168\" class=\"wp-image-1786\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-17.jpeg\" \/><\/p>\n<h2>In memoriam: Vasco Rocha Vieira ( Agosto 1939-Janeiro 2025)<\/h2>\n<p>&#8220;A mem\u00f3ria colectiva guarda a imagem de Vasco Rocha Vieira com a bandeira nacional colada ao peito, em 19 de Dezembro de 1999, a poucas horas do retorno de Macau \u00e0 soberania da Rep\u00fablica Popular da China, express\u00e3o de um processo de transi\u00e7\u00e3o bem sucedido e \u00faltimo acto de uma governa\u00e7\u00e3o que constitui um ponto alto da hist\u00f3ria de Portugal e motivo de orgulho para os Portugueses\u201d.<\/p>\n<p>(In Vasco Rocha Vieira &#8211; Todos os Portos a Que Cheguei, Pedro Vieira)<\/p>\n<p>Terminamos assim a terceira edi\u00e7\u00e3o do nosso boletim com renovadas <strong>sauda\u00e7\u00f5es macaenses <\/strong>para todos, e desejos de que continuem a acompanhar-nos atrav\u00e9s deste e de outros meios de comunica\u00e7\u00e3o, convidando- vos tamb\u00e9m a <strong>reencaminharem <\/strong>este e-mail para os vossos amigos e conhecidos. Espreitem e sigam as nossas p\u00e1ginas de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/p\/CASA-De-MACAU-Lisboa-100064820285397\/\">Facebook<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casa_de_macau\">Instagram<\/a>,<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCCVxfns2u27NFmTDB3NTbNA\">YouTube<\/a>, e o nosso <a href=\"http:\/\/www.casademacau.pt\/\">website<\/a>, que ser\u00e1 durante os pr\u00f3ximos meses renovado e actualizado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"64\" height=\"64\" class=\"wp-image-1787\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-18.png\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"64\" height=\"64\" class=\"wp-image-1788\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-19.png\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"64\" height=\"64\" class=\"wp-image-1789\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-20.png\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"64\" height=\"64\" class=\"wp-image-1790\" src=\"http:\/\/casademacau.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/word-image-1769-21.png\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Janeiro\/Fevereiro de 2025 (Bimensal) Editorial Fazendo jus \u00e0 nossa dualidade e ambival\u00eancia identit\u00e1ria, aqui v\u00e3o os nossos votos de um excelente ano de 2025 que agora se inicia, espreitando logo de seguida a \u201cjanela\u201dque se vai abrindo para a celabra\u00e7\u00e3o do Ano da Serpente do novo ciclo lunar com o nosso Kun Hei Fat Choi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1769","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1769"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1769\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1792,"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1769\/revisions\/1792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casademacau.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}