Camilo de Almeida Pessanha

 

Natural de Coimbra, onde nasceu em 1867 e se bacharelou em Direito, viria a fixar residência em Macau no ano de 1894 e, vitimado pelo ópio, aí falecer de pneumonia pulmonar, aos 59 anos e no primeiro dia de Março de 1926.

Figura inteligente e dotado de invulgar memória, exerceu em Macau a docência no, então, recém-criado (1893) Liceu, a advocacia, com raro brilhantismo, bem como as funções de Conservador do Registo Predial.

 

A sua excentricidade, a par das inconveniências do seu espírito crítico, não raras vezes, provocaram situações embaraçosas, só desculpáveis por ser quem era e, sobretudo, por o considerarem como muito distraído.

 

Ele que é considerado como o maior simbolista da literatura portuguesa, salvo a colaboração no jornal “O Macaense”, bem como no “Jornal Único”, editado, em 1998, por ocasião do quarto centenário dos Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia, deixou-nos apenas o livro? Clepsidra? editado em 1920, por João de Castro Osório.

Profundamente apaixonado pela cultura chinesa, foi sinólogo respeitado, publicando alguns artigos em prosa como “Esboço crítico da civilização chinesa” e “Ensaio sobre a literatura chinesa”. Possuidor de uma valiosa colecção de arte chinesa, deixou-a em testamento ao Museu Machado de Castro, da sua querida Coimbra.

O Leal Senado de Macau, prestou-lhe público reconhecimento ao realçar a figura ímpar do “professor, jurisconsulto, poeta, jornalista e sinólogo” recordando-o na toponímia da cidade, onde, ainda hoje, perdura a Pei-Sán-lé-Kai, em substituição da, então, existente Rua do Mastro.

 

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